Cuidado! Você fornece a solução dos problemas?

Poli a 5 anos trabalha em uma média empresa do ramo de alimentação, é uma excelente assistente de estoque. Logo pela manhã ela corre para falar com sua líder imediata, Larissa. Nesta conversa, Poliana expõe desesperadamente alguns problemas recorrentes que vem acontecendo na estocagem dos produtos perecíveis, e como já é de costume, pede que Larissa a ajude a resolver a questão.

A líder de maneira pró ativa, em meio a uma lista infindável de tarefas para realizar, atende prontamente as expectativas da assistente e fornece a solução perfeita para atender aquela demanda.

A funcionária ficou mais uma vez aliviada e muito satisfeita por saber que sempre que houver um problema, sua líder dará a solução. Ela pensa: “Essa é a melhor empresa que eu já trabalhei na vida, minha chefe me adora e eu sempre posso contar com a ajuda dela!”

O está acontecendo nesta equipe? … ou melhor, o que não está acontecendo nesta equipe?

Larissa, certamente vive atarefada e cheia de problemas para resolver. Problemas estes que muitas vezes não são do seu escopo ou de sua competência, mas como ela é a líder, precisa resolver todos eles. Falta horas no dia do trabalho dela.

Se pudesse descrever em uma única frase quais as principais atividades que ela exerce ao longo do dia, esta frase seria “Vivo apagando incêndio!”.

Este comportamento, de fornecer as respostas, é muito comum nas equipes cujo líder não consegue estimular o desenvolvimento das pessoas que estão sob sua gestão.

Na pressa de atender as demandas urgentes, que preenchem grande parte do nosso dia, os líderes tendem a pensar que fornecer a solução para os seus liderados é o caminho mais rápido e eficiente.

No entanto as consequências são enormes, e surtem efeitos a médio e longo prazo, tanto na gestão da própria equipe, quanto na vida do líder.

Estresse, insônia, desgosto pela carreira e desmotivação. Estes sentimentos atingem os líderes que não conseguem desenvolver pessoas, entretanto o que chama a atenção é que estes mesmos líderes não percebem que estes sentimentos são consequências da sua própria conduta diante da equipe.

Ser o único provedor de solução não é mais papel do líder contemporâneo

Hoje a liderança bem sucedida precisa compreender como direcionar, treinar, apoiar e delegar tarefas para a sua equipe. O objetivo é ter na sua equipe profissionais com capacidade igual ou superior a dele mesmo.

São líderes criando líderes.

Quando se trata de liderança, essa é a base que rege o pensamento corporativo atual. É isso que as empresas buscam atualmente.

No exemplo citado no início deste artigo, uma saída interessante para a líder Larissa, seria estimular por meio de perguntas, quais as opções de solução que a sua liderada enxergava para a ocasião.

Mesmo que a solução esteja clara para o líder, é necessário estimular que o seu liderado a descubra por conta própria, e não receba do líder uma resposta do que fazer.

Claro! Há momentos em que será necessário direcionar e demonstrar passo a passo como resolver determinados problemas, mas eles não podem ocupar a maior parte do seu dia.

Pensar e agir desta forma talvez seja uma quebra de paradigma para muitos líderes, principalmente porque este processo exige inicialmente maior dedicação de tempo, mas a médio prazo os frutos costumam ser recompensadores.

Os benefícios para o líder se reverte em maior qualidade de vida dentro e fora do trabalho, ganho de produtividade e nível de entrega. Para os liderados a sensação e a certeza de que estão evoluindo e sendo reconhecidos como profissionais competentes em suas posições.

Direcionar, treinar, apoiar e delegar … este é o ciclo virtuoso para que você evolua como líder.

E o principal, estimule por meio de perguntas e deixe seu liderado encontrar a solução.

São as perguntas que movem o mundo, e com você e sua equipe não é diferente.

Até mais!

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Criticar Não É O Caminho

O que aconteceu na última vez que você criticou alguém pessoalmente?

Quem desempenha a função de líder, deve tomar muito cuidado ao realizar críticas direcionadas aos seus liderados, mesmo que elas venham disfarçadas de “críticas construtivas”.

Crítica é crítica.

É alguém julgando as ações, atitudes e comportamentos de outra pessoa, que por sua vez, segundo o seu próprio ponto de vista, desempenhou o papel da melhor maneira possível.

É natural do ser humano ter apreço e elevada consideração por suas realizações e feitos, sejam eles bem sucedidos ou não.

Por este motivo, ao criticar seus liderados esteja ciente que você terá como resposta um série de justificativas.

Pergunte a um criminoso porque ele infringiu a lei e cometeu crimes horríveis …. Uma série de argumentos serão apresentados afim de justificar os atos.

Uma crítica pode inclusive ferir o orgulho de algumas pessoas e gerar ressentimentos em outras.

Em qualquer destas situações quem sai perdendo é o líder, que algumas vezes confunde crítica com feedback.

Uma equipe ressentida com o seu líder é um dos piores cenários para se administrar

Em algum momento os liderados darão o troco, criticando igualmente o seu líder nos corredores do trabalho, contribuindo para um clima organizacional distante do ideal, longe de resultados eficientes.

A crítica não gera mudanças significativas e duradouras.

Quase como um Juiz, ao fazer uma crítica, o líder despreparado profere a sentença. Acontece mais ou menos assim:

“Roberta, a sua tentativa de otimizar as coisas na cozinha foi um desastre, além de deixar todos confusos ocorreu atraso nas entregas dos pratos, você não serve para orientar as pessoas”.

Além da crítica, o líder rotulou negativamente o liderado … Pior dos mundos!

  1. F. Skinner (1904-1990), famoso psicólogo americano, constatou em sua pesquisa sobre o Condicionamento Operante que um animal recompensado por bom comportamento retém o aprendizado e se desenvolve mais rápido.

Estudos recentes demonstram que nós, humanos, também funcionamos desta forma.

Pessoas que recebem reforço positivo como elogios e reconhecimento, aprendem mais e melhor. Já aqueles que são altamente criticados também se desenvolvem, mas a uma velocidade menor e custos emocionais elevados.

Valorize os acertos e fale tudo o que for de bom dos seus liderados, crie um clima positivo e favorável ao desenvolvimento, inclusive com margem para erros durante o percurso.

Só erra quem tenta acertar e este fato em si já é algo positivo.

É preciso mudar o ótica da análise e não observar apenas os erros, mas também o lado positivo das falhas.

Ao observar sua equipe desta maneira, você contribuirá para a melhoria do clima organizacional e também para os níveis de desenvolvimento dos seus liderados, tendo em vista que as pessoas motivadas aprendem mais e geram mais resultados.

Há uma forma assertiva para sinalizar os pontos de melhoria, através de técnicas de feedback, porém retirar a crítica e praticar o reforço positivo será um passo importante para mudanças nos resultados da sua equipe.

Este é um paradigma que os líderes atuais precisam e devem quebrar para serem bem sucedidos.

Até a próxima.

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Se Ocupar Ou Produzir: A Real Busca Pela Produtividade

Nunca como antes na história tem se falado tanto em produtividade.

Os principais motivos pelo qual o assunto está cada vez mais em alta são basicamente dois: o excesso de interrupções que sofremos diariamente e a busca incessante pela otimização dos resultados.

Para entender o primeiro ponto eu gostaria de propor algumas reflexões: Você já recebeu um grande volume de e-mails que desviaram a sua atenção? Já perdeu o foco do que estava fazendo para ler uma mensagem no Whatsapp?

Se você não viveu nenhuma das situações acima, parabéns! Mas desta não tem como escapar! Pois quem nunca deu aquela espiadinha no facebook que levou mais tempo do que gostaria?

Estes fatores impactam em nossa produtividade diária, sugam o nosso tempo, e cada dia mais é difícil manter o foco.

No segundo ponto podemos considerar que no mundo contemporâneo, produzir mais com menos virou a regra.

A organização que não busca a otimização dos resultados perderá eficiência e consequentemente a competitividade no mercado, que devido a globalização, nunca foi tão concorrido e acirrado.

Por este motivo, inovar para aumentar a eficiência e a produtividade é mais do que necessário para empresas e para os profissionais que desejam ter uma chance de protagonismo no mercado.

Estou produzindo ou estou me ocupando?

As tarefas que realizamos em nosso dia a dia são fruto das funções que exercemos e dos papeis que representamos. Elas podem ser divididas em duas categorias.

TAREFAS DE OCUPAÇÃO

Podem ser classificadas como dispensáveis ou obrigatórias.

As tarefas de ocupação dispensáveis são aquelas irrelevantes para o alcance das suas metas, ou seja, elas não contribuem para o seu desenvolvimento e muito menos para o alcance dos seus objetivos profissionais ou pessoais.

Discutir e dialogar sem propósito, responder e-mails desnecessários, repassar correntes de WhatsApp, navegar na internet aleatoriamente podem ser exemplos de como perder o seu tempo.

Intuitivamente você já percebeu que estas tarefas devem ser excluídas ou reduzidas drasticamente do seu dia.

Já as tarefas de ocupação obrigatórias são atividades que não exercem impacto no alcance de suas metas mas é precisa cumpri-las, caso contrário, existe a possibilidade real de você prejudicar-se ao longo do caminho ou então perder ainda mais tempo no futuro, estas tarefas são inadiáveis, conclusivamente, obrigatórias.

Encarar o trânsito, ir ao dentista, matricular as crianças no colégio e pagar contas são exemplos destas atividades.

TAREFAS DE PRODUÇÃO

As tarefas de produção são aquelas exercem impacto direto na realização dos seus objetivos. Ao realiza-las o sentimento é de que está indo no caminho certo, que está conseguindo avançar e entregar aquilo que precisa. Em alguns casos a entrega supera as expectativas.

Entretanto, estas tarefas podem ser concluídas de duas maneiras, sem margem ou com margem.

As tarefas de produção sem margem são aquelas que concluímos no limite do prazo ou com os prazos já extrapolados.

Quando terminamos uma tarefa sem margem nos sentimos a beira da exaustão e com índices elevados de estresse, justamente por reconhecermos a importância delas e pela frustação de não conseguir concluí-la como gostaríamos.

A sensação que temos é de alívio “Graças a Deus terminei esta tarefa!”.

Infelizmente este cenário torna-se ainda pior porque na maioria dos casos, ao concluir uma tarefa de produção sem margem, imediatamente inicia-se uma nova tarefa.

Difícil até de respirar. Você já se sentiu assim?

Nas tarefas de produção com margem ocorre relativamente o oposto.

A conclusão da tarefa ocorre com folga, proporcionando tempo para comemorar o sucesso e curtir o mérito da vitória.

A sensação é de realização e plenitude, felicidade e alegria, leveza na alma e, principalmente, competência.

Essa é a verdadeira produtividade, é o que todas as organizações buscam, e até mesmo você em sua vida pessoal.

Talvez ainda não houvesse esta clareza, mas todos buscamos viver com mais espaço para comemorações e menos estresse.

Desejo então que seus dias sejam mais produtivos, felizes e menos ocupados.

Até mais!

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Como manter a minha equipe motivada?

Olá Nutricionistas e leitores da Minha Nutri!

Permanecer à frente de uma equipe, coordenando e interagindo com pessoas muito diferentes entre sí, sem dúvida é um grande desafio não é verdade?

Ao conduzir pessoas, o líder precisa ser o agente responsável por ligar todos os liderados a um objetivo comum, porém é preciso lembrar que antes do objetivo comum, todas as pessoas possuem o seu objetivo individual, pessoal.

Estes objetivos pessoais sobrepõe-se ao objetivo comum, do coletivo, e a grande maioria dos líderes desconsideram este fator.

Talvez uma das perguntas que eu mais recebo é: Como motivar minha equipe?

Escuto esta pergunta constantemente em minhas palestras ou atendimentos de Coaching em grupo ou individual, e costumo responder da seguinte maneira:

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O que cada membro da sua equipe deseja alcançar?

A verdade é que as relações líder x liderado foram evoluindo ao longo da história.

Nos dias de hoje não cabe mais nas organizações o modelo de liderança de comando e controle, onde manda quem pode e obedece quem tem juízo.

Utilizar o poder do cargo/função para obter resultados, pode até surtir efeitos no curto prazo, mas eles não são duradouros.

O modelo atual de liderança requer a necessidade de ser mais humano e harmônico entre as pessoas, equilibrando a pressão por resultados com a satisfação e motivação da equipe.

Existem estilos de liderança como por exemplo a Liderança Servidora, Liderança Situacional e Líder Coach que se enquadram nas demandas atuais e proporcionam ao líder resultados diferenciados e duradouros.

Estes estilos possuem em comum o foco no ser humano e suas competências, inserindo uma abordagem mais humana nas relações de trabalho.

Entendido que hoje o líder precisa conduzir e se relacionar com pessoas, e não apenas com processos e resultados, o próximo passo é entender que a motivação é algo inerente a cada indivíduo.

A Júlia pode se motivar com a possibilidade de assumir mais responsabilidades e ser promovida, já a Márcia pode ver isso como um fardo do qual não gostaria de carregar.

Mas sabe do que a Márcia adora? Estudar! O sonho dela é ser professora universitária.

Neste ponto eu gostaria de retornar com a pergunta: O que cada membro da sua equipe deseja alcançar?

Seja no âmbito pessoal ou profissional.

Apesar da motivação ser algo particular de cada membro da equipe, o líder pode fornecer os estímulos primordiais para que cada indivíduo obtenha a motivação necessária.

De posse desta informação, você deve utilizá-la a seu favor e auxiliar verdadeiramente o seu liderado o estimulando a conseguir aquilo que ele almeja.

Que tipo de tarefa ou estímulo poderia ser delegado para a Márcia, a deixando mais motivada?

Agindo desta forma você eleva o nível de conexão entre você e seus liderados.

O primeiro impacto será o aumento da sua autoridade, o segundo, a melhora do desempenho e do clima organizacional, pois o interesse verdadeiro pelos membros da equipe e autoridade conquistada, você terá em mãos uma equipe mais engajada e disposta a alcançar os objetivos comum/coletivo.

Não há motivação maior no mundo do que a apreciação sincera.

Efetivamente, como disse Dale Carnagie em seu best seller “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoa”, só existe um meio de conseguir que alguém faça algo … é conseguir com que a outra pessoa queira fazer.

Essa é a diferença entre liderar com poder versus liderar com autoridade, no primeiro as pessoas fazem a contra-gosto, desanimadas e desmotivadas, por muitas vezes sabotam tarefas e ideias. Já na segunda opção, as pessoas fazem porque desejam fazer, estão mais motivadas e dispostas, pois tem alguém que se interessam verdadeiramente por elas.

Todos desejamos ser importantes, por isso buscamos evoluir e certamente é por isso você chegou até o final deste artigo.

Conheça sua equipe, incentive, elogie e valorize os momentos de confraternização e reconhecimento.

Acredite! Você conseguirá liderar uma equipe motivada e de alto desempenho.

Até a próxima!

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