Depoimento Cirurgia Bariátrica: “110 quilos, esse foi o número que eu vi na balança quando me assustei”

Olá amigos da Minha Nutri, hoje iremos publicar um depoimento que recebemos de uma leitora, a Tamis Doria do Blog Trajeto Aleatório (segue aqui o insta: @bariatricandotamis). Ela nos contou como foi ter feito uma cirurgia bariátrica e a importância de uma reeducação alimentar para melhorar a saúde e qualidade de vida.

Boa leitura a todos! O depoimento está na íntegra.

“Quando eu decidi fazer a cirurgia bariátrica, eu não estava em crise com o meu corpo, não me sentia inferior a ninguém, era modelo plus size de passarela e fotográfica. Mas eu não estava mais tão feliz assim. Quando me olhava no espelho, não chegava a detestar o que via, mas eu não estava mais me amando, afinal de contas todo mundo tem problemas com o próprio corpo. E eu tinha vários.

Sempre fui a favor do amor próprio, de amar o seu corpo, mas as pessoas confundem se amar com se conformar, não adianta ter um corpo que não gosta e dizer “Ah, deixa assim mesmo, tá bom, não tem como mudar”.

Sou a favor de se amar do jeito que acha mais bonito, se você pesa 180 kg e se acha a pessoa mais linda do mundo, qual o problema? Se você não gosta daquela barriguinha extra, qual o problema de entrar na academia e fazer 500 abdominais pra tirar?

Temos que ir em busca nosso amor próprio, nos moldar para o nosso próprio padrão e não o padrão que a sociedade diz que é bom.

O maior problema estava estava na minha saúde, a partir do momento que a minha saúde estava sendo afetada a história mudou, pensei “Ôh, espera aí, já chega, sou uma bomba relógio e posso morrer a qualquer momento!” A minha pressão arterial estava chegando em 18/9 (gritos!) e o histórico da minha família nunca foi favorável: Infarto, diabetes, derrame, insuficiência renal, enfim… Me assustou.

Antes e Depois da Tamis:

A minha mãe fez a bariátrica há 6 anos e estava um tanto relutante por conta das coisas que ela passou quando ela fez, a cirurgia era um pouco mais complicada, mas ela viu que seria o melhor para mim. Mas eu pensei “Pow, vou sucumbir a uma cirurgia para me deixar com padrões impostos por essa sociedade preconceituosa? Só para me encaixar em na maioria?”. Mas eu não estava pensando no que eu queria, eu queria emagrecer? Sim! Queria sim! Não para as pessoas me verem magra, mas eu queria entrar naquela calça amarela que eu tinha quando mais nova e que não cabia mais no meu joelho. E ainda melhoraria a minha saúde, pois a pressão estava alta por conta da quantidade de gordura. Então porque não fazer? Decidi!

Para fazer a cirurgia, eu precisei ser indicada por médicos, quem me indicou foi o cardiologista quando viu minha pressão arterial, disse que seria a melhor opção. Em seguida, fui direto para o cirurgião para conversar sobre a cirurgia . Ele me encaminhou para uma bateria de exames e diversos outros médicos, endocrinologista, psicólogo (acredite, é muito preciso!) e nutricionista. A cirurgia só estaria liberada para mim se todos esses médicos fizessem um relatório dizendo que eu estava apta a fazer a bariátrica. Não tive problemas com isso pois eles viram que eu estava decidida e seria bom para mim.

Em pouco tempo, o que foi sorte, pois tem gente que passa um ano para ter a liberação, demorei no máximo 4 meses, o que mais demorou foi a liberação do plano de saúde. Então, fiz a cirurgia. Meu método foi o Bypass, que cria um desvio do estômago direto para o intestino. Tenho só 6 pontinhos de cicatriz na barriga.

No hospital, fiz dois dias de fisioterapia para não sentir dores e liberar os gases que são colocados durante a cirurgia (se prepare para soltar muitos ‘punzinhos’ se for fazer a cirurgia haha) e foi uma salvação pois realmente me livrou das dores, não senti mais nada depois disso. Aliás, a únicas dores que senti foi assim que acordei da anestesia, parecia que eu estava sendo cortada por dentro, mas minha mãe não sentiu essa dor, então vai e cada pessoa.

No meu pós cirúrgico, apesar de não sentir dores, eu estava perdendo muitos nutrientes porque além de não poder comer e não conseguir ingerir os líquidos, eu estava menstruada, então fiquei muito fraca e tive alguns desmaios, assim que a menstruação suspendeu, os desmaios também foram embora.

A dieta é muito limitada, os primeiros 15 dias, só é permitido líquidos em copinhos de café, mas isso já parece muito pois eu não conseguia colocar nem isso pra dentro. Os próximos 15 dias são de líquido mais encorpado: Sopa batida no liquidificador, gelatina, mingau e coisas assim.

Em seguida vem a dieta pastosa, que já passa pra macaxeira amassada, purê, arroz papinha. Tudo bem molinho.

Sólido mesmo, só depois do 1º mês e meio. Mas nunca passei fome, até porque eu não sentia nem vontade de comer, não é um martírio.

O meu progresso foi e ainda está sendo ótimo, na primeira semana eu perdi 10kgs! Foi realmente rápido, minha até achou que eu estava com algum problema. Com 2 meses eu já havia eliminado 21kg.

Hoje estou com 11 meses de cirurgia e eliminei 45kg! Cheguei na meta que o médico colocou, a partir de agora eu preciso manter. Minha auto estima melhorou 110%. Voltei a fazer uma das coisas que mais amo e mais me fazer feliz, dançar! Faço Zumba duas vezes por semana. Me sinto mais bonita sim, estou mais confiante e o mais importante de tudo: Com saúde!”

Mais Fotos de Tamis Doria:

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Alimentação Hipercalórica – Benefícios e Contras da Dieta Para Aumentar A Massa Muscular

Como vocês sabem, durante todo o mês de março, a nutricionista Luma Monteiro está ao vivo todos os dias em sua fã page com o programa 24 Atitudes Magras. Pensando nisso e de acordo com algumas perguntas que temos recebido no blog, convidamos o especialista Dr. Anderson Silveira para falar a respeito de alimentação hipercalórica, bem como seus benefícios e contras.

Muitas pessoas não sabem corretamente como funciona uma dieta hipercalórica e não entendem as principais diferenças entre ganhar massa muscular e emagrecer, pois apesar de parecer ser simples, sem uma orientação adequada pode causar muitas dúvidas e erros. Não obstante disso, é que facilmente encontramos algumas pessoas falando que basta comer pizza e demais massas para ajudar no processo de ganho de peso e outras afirmando que comer pouco ajuda a secar. Sem contar que basta entrar na academia para uma pessoa querer tomar todos os suplementos disponíveis, mas será que você sabe para que serve cada um deles?

suplementos que ajudam na perda de peso, muitos nutricionistas utilizam fitoterápicos para potencializar este processo e há suplementos hipercalóricos como o famoso Whey Protein que ajudam a quem quer ganhar massa muscular magra. Pode parecer fazer sentir sentido comer muito para ganhar massa e comer pouco para emagrecer, mas não é tão simples assim. Para alcançar um perfeito estado de saúde e boa forma é preciso levar em conta a qualidade de vida e isso só é possível com a ajuda e a orientação profissional.

Ao passo que o ganho de peso está relacionado intimamente com o consumo de gorduras boas e carboidratos, quem pensa em reduzir o sobrepeso precisa fazer justamente o contrário, comer menos calorias, mas sem deixar de se nutrir bem. Isso porque emagrecer não é sinônimo de privação de alimentos, uma vez que até mesmo o que comemos nos serve de energia e combustível para atingir o peso idealizado.

Exatamente por isso que quando uma pessoa se propõe a uma dieta hipercalórica ou de emagrecimento precisa procurar um nutricionista para realização dos exames e programas nutricionais correspondentes as metas e possibilidades de cada pessoa.

Segundo o Dr. Anderson Silveira, 37 anos, professor e pesquisador do Departamento de Ciências Fisiológicas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, UFRRJ, “a dieta hipercalórica representa uma das muitas estratégias para atletas e praticantes regulares de exercícios, com o objetivo de ganho de massa corporal”, explica.

Se uma pessoa decide ganhar massa comendo o que quer, pensando que se é para ganhar peso, que seja comendo besteira, é possível desenvolver uma série de doenças que podem  prejudicar a muito a saúde.

Os riscos de uma dieta hipercalórica já são latentes quando a mesma é feita corretamente, com a ajuda de especialistas para montar um plano alimentar que corresponda aos objetivos, sendo assim, quando realizada de maneira errada, os riscos são ainda maiores. Dr. Anderson ressalta que “este tipo de dieta já representa um risco quando não orientada por um nutricionista. Uma vez que, o período de duração e balanceamento dos macronutrientes deve ser estudado cuidadosamente, pois devido ao excesso de carboidratos, gorduras e proteínas contidas neste tipo de dieta, existe a possibilidade de prejuízos a saúde, além do risco elevado de aumento da massa de gordura corporal em vez de massa muscular”.

Ou seja, se feito sem orientação, é mais fácil engordar do que ganhar massa muscular. Justamente por este motivo que existe uma linha muito tênue entre fazer dieta hipercalórica e comer o que quiser na tentativa de aumentar o peso.

É possível perder gordura e aumentar a massa muscular ao mesmo tempo na academia?

Para o especialista em Fisiologia da UFRRJ, os modelos de treinamento para promover o emagrecimento, especialmente em curto espaço de tempo, utilizam uma organização de volume e intensidade dos exercícios, que por questões fisiológicas e pela via de sinalização celular ativada por este modelo de treino, não são capazes de potencializar grandes ganhos de massa muscular concomitante a perda de gordura corporal, além da restrição calórica que é comum para quem deseja emagrecer, o que também contribui para este fato.

Isto é, dependendo do seu objetivo, o ideal é primeiramente procurar um nutricionista para esclarecer dúvidas e montar planos que sejam capazes de atingir as metas esperadas. Tudo isso também está relacionado com o tempo disponível para prática de exercício do aluno, bem como adequação ao programa montado pelo nutricionista.

Benefícios da dieta hipercalórica:

  • Maior resistência e força às praticas de exercícios.
  • Aumento de massa muscular e consequentemente definição dos músculos.
  • Ganhar massa magra também está relacionado com o aumento da autoestima.

Contras da dieta hipercalórica:

  • Refluxo gastroesofágico e náuseas
  • Desconforto gastrointestinal.
  • Em longo prazo pode sobrecarregar rins e fígado.

“Diversos estudos, tanto em animais, quanto em humanos demonstram claramente que dietas ricas em carboidratos e gorduras estão principalmente associadas ao desenvolvimento de síndrome metabólica, que é caracterizada por aumento da circunferência abdominal, dislipidemia, alteração da glicemia e pressão arterial”, avalia o Dr. Anderson Silveira.

Dentro deste contexto, é correto afirmar que os distúrbios metabólicos provocados pela dieta hipercalórica pode aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Logo, o consumo excessivo destes marcronutrientes é contraindicado para quem já possui algum tipo de doença no coração ou metabólica.

Vale lembrar que por mais que tentemos modificar a estrutura muscular e esquelética do nosso corpo, há limites biológicos a serem levados em consideração. Somente substâncias ilícitas são capazes de modificar tal limite, entretanto, com uma dieta hipercalórica é possível, por meio de nutrientes, proteínas e aminoácidos, adaptar e aumentar a musculatura, mas nunca ultrapassar os limites do biotipo de cada pessoa.

 

Assessoria de Imprensa Minha Nutri – comercial.minhanutri@gmail.com

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“Estava ficando viciada no sorvete do Mc Donalds”, diz nutricionista que emagreceu 14kgs

Luma Monteiro criou as ’24 Atitudes Magras’, uma série de vídeos que conta como saiu dos 74kgs para 60kg somente fazendo escolhas inteligentes.


Luma Monteiro, 30 anos, empresária da Minha Nutri, assessoria em nutrição do Rio de Janeiro, revela como foi que engordou mesmo sendo nutricionista e se preocupando com a saúde, fato inerente à sua profissão. “Tudo começou depois que comecei a namorar. Os passeios eram para restaurantes, final de semana comíamos pizza. Estava ficando viciada no sorvete do Mc Donalds”, recorda.

Um dos maiores desafios, para Luma Monteiro, é trabalhar em cozinha industrial. Como ela possui uma assessoria em nutrição, sua especialidade é realizar cardápios e consultoria nutricional para empresas, ou seja, ela precisa provar os menus que desenvolve. De acordo com a nutricionista: “isso me fazia comer ainda mais porque passava o dia inteiro provando comida e quando era boa, acabava comendo uma quantidade maior. Este é um problema da profissão, pois o nutricionista que trabalha com produção precisa estar em alerta o tempo todo senão acaba exagerando”, avalia.

Mas, nem por isso a nutricionista deixa de amar o que faz. Ela apenas mudou suas atitudes no trabalho e nos passeios que realiza, deixando assim, de comer besteiras o tempo todo.

Perigos das dietas malucas e radicais da internet:

“Eu não sou a favor das dietas radicais, estas privações que muita gente faz sem saber o motivo, só porque viu na internet. O melhor a ser feito é realizar um emagrecimento consciente, com reeducação alimentar e atividade física como um estilo de vida e não apenas para emagrecer”, ressalta Luma.

Quando uma pessoa inicia um processo de reeducação alimentar, o organismo começa a se adaptar ao novo peso e evita a compulsão alimentar. É muito complicado você cortar de uma hora para outra tudo o que comia se você não está certo de que aquilo ali é realmente necessário para a sua saúde. O risco de ter uma recaída é grande e só vai piorar a situação.

Luma Monteiro disse que tudo foi muito rápido, que passava os dias comendo besteira e quando percebeu já estava no limite da normalidade de IMC, Índice de Massa Corporal. Ela chegou a atingir 24,9 de IMC e se assustou. Foi então quando começou a melhorar sua alimentação e voltou a fazer atividade física.

Vale lembrar que não estamos aqui falando de nenhuma dieta milagrosa, nenhum medicamento que vai fazer você perder muitos quilos de uma hora para outra, pois isso não existe. Este tipo de informação só leva as pessoas a caírem em contos falsos na internet, depoimentos que não existem de pessoas que conseguiram emagrecer em uma semana. De acordo com Luma, não é assim que funciona.

Segundo a nutricionista, não foi um emagrecimento rápido, todo o processo demorou um ano, mas em compensação ela não vive com medo de ter efeitos negativos como engordar tudo de novo, o que geralmente acontece quando uma pessoa toma medidas desesperadas para perder peso rapidamente.

“Todos os dias eu abria uma exceção para comer uma porcaria e isso acabou virando uma rotina sem que eu pudesse perceber. Os nutricionistas que trabalham com produção vão se identificar comigo porque eu sei que este é um problema que muitos estão passando. Mas, eu acredito que o mais importante de tudo é você ter consciência dos erros que está cometendo com a sua saúde e começar a mudar”, avalia Luma.

24 Atitudes Magras Para Perder Peso Depois do Carnaval:

Por isso que a nutricionista acaba de montar uma série de vídeos que irá ao ar ao vivo no Facebook, a partir do dia 6 de março. Logo após o Carnaval, para que todo mundo possa começar a desenvolver suas atitudes magras mesmo tendo exagerado um pouquinho durante a folia.

As 24 Atitudes Magras foi o que ajudou Luma Monteiro a restabelecer sua saúde, bem como seu peso ideal e agora ela vai compartilhar com vocês todas estas dicas. A cada dia ela abordará um tema, o qual é essencial para manter um estilo de vida mais saudável. Você não pode perder.

A série será veiculada ao vivo no ‘Live’ todos os dias, às 15h, na página oficial da Minha Nutri no Facebook.

Serviço:

O que: ’24 Atitudes Magras’, uma série de vídeos ao vivo que contará quais são as atitudes que todos devem tomar para emagrecer com saúde. A série será veiculada ao vivo no ‘Live’ todos os dias na página oficial da Minha Nutri no Facebook.

Quando: A partir do dia 6 de março de 2017, às 15h.

Onde: Página Oficial Minha Nutri no Facebook: www.fb.com/minhanutri

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Farinha de Vinho? Sim, ela existe e é super rica em fibras. Descubra Tudo Aqui:

Com certeza você já deve ter ouvido falar da farinha de trigo e da farinha integral. Talvez já tenha ouvido a respeito da farinha de coco, da de grão de bico, de araruta, de maracujá e por aí vai. Mas, e da farinha de vinho, você conhece?

Pois é, eu também não até conhecer a pesquisa da Giovanna Chipon Strapasson, 33 anos, Farmacêutica e Doutora em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Paraná. Ela e a sua equipe iniciaram a pesquisa com farinha de vinho a partir de um programa de extensão da UFP, cujo objetivo é visar o melhoramento dos vinhos produzidos pela região e unir o conceito da sustentabilidade, utilizando os resíduos nobres na produção dos produtos alimentícios pelo produtor de vinho, incrementando a sua renda.

Uma pesquisa recente sobre tendências para a indústria alimentícia, denominado Brasil Food Trends 2020, realizado pelo ITAL e a FIESP em 2010, com projeção para o ano de 2020, identificou uma propensão dos indivíduos em modificar hábitos alimentares já estabelecidos. De acordo com a Dra. Giovanna, “dentre as tendências na alimentação para esta nova década está a busca por uma alimentação mais saudável e a exigência dos consumidores em relação à responsabilidade das indústrias em manter desenvolvimento sustentável, com o reaproveitamento e valorização dos resíduos. Assim, buscou-se unir estes princípios com a indústria vinícola e seus resíduos”, pontua.

Como a farinha de uva é produzida?

Durante a pesquisa realizada pela Dra. Giovanna, foram testadas 4 cultivares diferentes de uvas utilizadas para fabricação de vinho tinto que mostraram propriedades bastante semelhantes, apesar de composições diferentes. Na prática, isso significa que há possibilidade de aproveitamento de resíduos de produção das diversas uvas cultivadas em diferentes regiões para a farinha de vinho.

As vinícolas do sul atualmente usam as cascas e sementes retiradas na prensagem para a fermentação do vinho e depois disso o resíduo que sobra é utilizado como adubo para terra. Entretanto, com essa nova produção de farinha de vinho, estes resíduos também são aproveitados.

“Para iniciar a fermentação do vinho ocorre o desengace para retirada dos talos e depois disso as uvas são maceradas e colocadas inteiras no tanque para a primeira etapa de fermentação. Na sequência o produto obtido nesta fase é prensado e a parte líquida segue para a produção do vinho sem a presença das cascas e sementes. Então o material que seria descartado é utilizado para produção da farinha de uva”, conta a Dra. Giovanna.

Já em relação a tornar a produção de farinha de vinho em larga escala para ser vendida em estabelecimentos comerciais depende muito do interesse das indústrias de alimentos, contudo, os produtores de vinho conseguiriam enviar às fábricas a farinha de vinho, pois a produção é simples e exige poucos equipamentos para ser realizada. Uma vez respeitadas às boas práticas de produção e os parâmetros de qualidade exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), não haveria impedimentos para que a farinha de vinho chegasse aos mercados.

Benefícios da farinha de uva:

Segundo as pesquisas realizadas pelos especialistas da Universidade Federal do Paraná, os resultados de composição nutricional mostraram a farinha de vinho com alto teor de fibra alimentar (valores superiores a 40g/100g) e alto teor de proteínas (valores superiores a 13g/100g). Além das fibras os carboidratos presentes (cerca de 10g/100g) provêm dos açúcares da fruta que restaram após a fermentação alcoólica, onde os açúcares presentes na uva são convertidos em álcool através de reações químicas.

Giovanna Strapasson ressalta também que diversas pesquisas já mostraram que inclusão de alimentos que apresentam compostos com atividade antioxidante na dieta, como a uva, por exemplo, pode estar relacionada com a prevenção de doenças crônicas como a demência, artrite, doenças cardiovasculares e até alguns tipos de câncer. Também se fala em proteção da pele, devido estes compostos agirem na inibição de radicais livres que podem causar danos nas células produtoras de colágeno e elastina.

Durante as análises realizadas constatou-se que o material seco apresenta potencial antioxidante, além de manter em sua composição, mesmo após a fermentação, diferentes compostos fenólicos presentes na uva, como, por exemplo, os padrões utilizados na análise da pesquisa (resveratrol, rutina, ácido gálico, ácido pcumárico e quercetina) entre outros, sendo assim, benéficas para a saúde humana e para a pele.

“Por fim, nos testes realizados para aplicação da farinha em alimentos verificou-se que seria possível utilizá-la substituindo uma parte da farinha de trigo de receitas tradicionais, como bolos e biscoitos”, garante Giovanna Strapasson que nos cedeu uma receita exclusiva de bolo feito com farinha de uva rico em fibras, e que está de acordo com a RDC n°54 de 12 de novembro de 2012 (ANVISA/Ministério da Saúde).

Ingredientes:

  • 5 colheres de sopa de margarina
  • 1 xícara de açúcar cristal
  • 4 ovos
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • Suco de 2 limões
  • 1 colher de sopa de fermento químico
  • ½ xícara de farinha de uva

Modo de preparo:

  1. Bata margarina e o açúcar
  2. Adicione 1 ovo de cada vez e bater
  3. Acrescente a farinha de uva, a farinha de trigo e o suco de limão
  4. Por último misture o fermento
  5. Assar em forno médio pré-aquecido por 10 minutos, a aproximadamente 200°C

E ai, gostaram dessa novidade? Compartilhe com a gente o seu bolo e nos envie a sua foto!

 

Assessoria de Imprensa Minha Nutri – comercial.minhanutri@gmail.com

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Você Sabe Se o Botijão De Gás Da Sua Casa Está Seguro? Descubra Aqui!

Na semana passada, último dia 03, nós falamos sobre segurança alimentar e damos dicas de como preparar o alimento, a maneira certa de manusear, bem como os cuidados necessários para evitar contaminações. Hoje, nós vamos falar sobre um tema bastante comum, porém não muito recorrente em blogs sobre nutrição.

Nós costumamos falar sobre os alimentos em si, sobre seus benefícios e efeitos para o corpo humano. Aqui no blog Minha Nutri damos, inclusive, dicas profissionais para os nutricionistas que querem seguir a carreira como assessor ou consultor em nutrição. Mas, hoje você quem vai ter super dicas são as donas de casa, que terão a oportunidade de acompanhar a entrevista com a Kelly Monteiro, engenheira de Segurança no Trabalho da Supergasbras sobre medidas seguras de manuseio dos botijões de gás em casa. Afinal de contas, sem fogo não conseguimos cozinhar nada!

Quando você chama o vendedor de gás e pede para ele fazer a troca, você sabe analisar as condições de segurança do seu botijão?

O gás faz parte do nosso dia a dia, não tem jeito. Tudo bem que hoje em dia existe o gás natural, mas grande parte das casas e estabelecimentos do Brasil usa botijão de gás. Existem algumas medidas que você pode tomar para se precaver de possíveis acidentes. Veja aqui:

  • Certifique-se que o botijão está com o selo do Inmetro, além da marca da distribuidora – Eles devem constar no botijão que você está comprando e será preciso também prestar atenção quanto a sua validade. Estas informações devem estar especificadas no corpo do botijão, em seu regulador de pressão e sua mangueira.

De acordo com Kelly Monteiro, “os produtos originais da Supergasbras, por exemplo, tem a marca da empresa em alto-relevo no corpo do botijão, além de possuir uma cartela de segurança e lacre inviolável para garantir a procedência e qualidade. O regulador da pressão deve ter sido fabricado sob a Norma NBR 8473. Já a mangueira, fabricada em PVC transparente com tarja amarela, deve ter a gravação da Norma NBR 8613. Para a segurança do consumidor, ao escolher a mangueira, verifique se ela tem entre 0.80 m a 1.25 m. Utilize as braçadeiras para fixar a mangueira. Nunca faça emendas, nem amarre arame ou similares. Outra orientação importante é não passá-la por trás do fogão”, explica.

Quais são os cuidados que devemos tomar para não ocorrer acidentes domésticos com gás?

 

Os botijões precisam ficar do lado de fora da casa, contudo, nem sempre é possível, principalmente se você mora em apartamentos. No entanto, para estes casos basta você procurar um lugar arejado, bem ventilado e aberto na sua cozinha. Estas recomendações também devem valer para botijões reservas.

Quais medidas tomar em caso de vazamento e o que você NÃO deve fazer com o seu botijão:

  • Nunca guarde o botijão em compartilhamento fechados como armários e porão.
  • Sempre mantenha o botijão em pé, nunca deite ou vire o botijão de gás.
  • Quando estiver preparando os alimentos, certifique-se que a chama foi corretamente acesa ao acionar o botão.
  • Se você notar que está vazando gás, desligue o fogão e feche diretamente o registro de gás.
  • Para tirar a dúvida sobre o vazamento, basta usar uma esponja com sabão na rosca da válvula do regulador. Em caso de vazamento, aparecerão bolhas.

É possível seguir as normas de segurança do trabalho dentro da nossa casa?

Segundo a Kelly Monteiro, sim, é possível e necessário, sobretudo na hora de trocar o botijão de gás. “Os cuidados devem ser redobrados na hora da troca. Antes de iniciar, primeiro certifique-se que todos os botões queimadores do fogão estão desligados. Feche o registro regulador e verifique se no local da operação não existe nenhuma fonte de ignição (vela, isqueiro, fósforo, etc.). Para finalizar, retire o lacre, coloque o regulador, sem o uso de ferramentas. O aperto manual é suficiente. Ferramentas forçam a válvula e podem danificá-la. Observe o cheiro de gás, o que pode indicar um possível vazamento. Mantenha sempre o botijão em local ventilado e comunique-se com a companhia distribuidora de gás em caso de dúvida ou problema”, ensina a engenheira de Segurança no Trabalho.

Quais os cuidados que devo tomar quando perceber que ocorreu vazamento de gás?

  • Feche imediatamente o registro do botijão e abra as portas e janeira, principalmente para o exterior da residência.
  • Não acione interruptores elétricos, não acenda fósforos ou isqueiros.
  • Não fume, não mexa em aparelhos elétricos e não use o celular.
  • Mantenha o botijão em local aberto, ventilado e longe de fonte de ignição.
  • E chame imediatamente a empresa que entregou o gás.

O INMETRO tem medidas de seguranças que devem ser adotadas para os botijões residenciais. Quando o produto é atestado a aprovado pelo Instituto de Metrologia, quer dizer que ele está atendendo as normas e regulamentos técnicos para evitar os riscos à saúde e garantir a segurança do consumidor. Vale lembrar que esta certificação é obrigatória. Portanto, não aceite botijões que não acompanham estas medidas, conforme citadas acima. Kelly Monteiro ainda ressalta que além do INMETRO, a fabricação e o processo de enchimento dos botijões de gás são regidos por regras da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e ANP (Agência Nacional do Petróleo).

Seguindo estas dicas, você está segura e já pode fazer o almoço de domingo para a família! Bom apetite!

 

Assessoria de Imprensa Minha Nutri – comercial.minhanutri@gmail.com

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Produção de Alimentos Orgânicos: Por que é mais caro? Veja aqui onde encontrar produtos mais baratos

Fotos Marcos Melo, Facebook.

Os produtos orgânicos são uma alternativa saudável, natural e livre de químicas que podem ser adotadas por qualquer pessoa, bastando saber onde comprar este produto mais barato. Os agrotóxicos são venenos usados para manter a larga escala de produção nas indústrias e podem causar diversos malefícios para a saúde de uma pessoa, inclusive gerando doenças graves como o câncer.

No entanto, o Brasil ainda consome grandes quantidades de produtos que levam agrotóxicos, seja para controlar pragas ou para ‘aumentar’ o tamanho dos produtos, tornando-os mais atrativos, por assim dizer. Este consumo perigoso, talvez por falta de opção, já que os mercados vendem os produtos orgânicos muito mais caros do que os que não são, ou por falta de conhecimento da importância de ingerir frutas, legumes e vegetais produzidos sem químicas, ainda bate recorde entre a sociedade brasileira.

Fotos Marcos Melo, Facebook.

De acordo com Marcos Melo, gestor do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas, o produto orgânico é somente mais caro nas gôndolas do mercado porque se trata de uma indústria que, em suas palavras, “visa maximizar lucro e socializar prejuízos”, pois não existe uma relação direta com o produtor, sendo assim, o que encarece o alimento orgânico é o intermediário.

Ou atravessador, que é o encarecedor do produto orgânico. Ou seja, quando este intermédio entre o produtor e os pontos de venda é eliminado, os alimentos orgânicos não tem acréscimo de valor. E foi pensando nisso que a ideia do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas foi criada, sendo um projeto independente que tem por objetivo fazer chegar este produtor até o comprador final, consequentemente, sem custos adicionais, o que torna o produto bem mais barato.

Fundado em 2010 e ordenado pela SEDES – Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e Solidário, da Prefeitura do Rio de Janeiro, o Circuito, como um todo, agrega 18 feiras, entretanto sob organização da Essência Vital, ONG que realiza ações socioambientais há mais de 10 anos e dirigida por Marcos Melo, são sete feiras localizadas nos bairros do Flamengo, Botafogo, Urca, Laranjeiras, Leme, Tijuca e Grajaú com vendas de produtos orgânicos realizadas diretamente com os produtores, visando promover a agroecologia e práticas sustentáveis de consumo consciente.

Como saber se um produtor é realmente certificado e vende um produto, de fato, orgânico?

Fotos Marcos Melo, Facebook.

Uma das principais preocupações das pessoas que visitam feiras de produtos orgânicos pela primeira vez, é saber se aquele produtor realmente está seguindo as normas de produção orgânica, afinal de contas, quando o produto final está pronto à venda, não tem como saber se foram respeitados os mecanismos que asseguram tal produção como orgânica.

No caso do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas, Marcos Melo afirma que todos os produtores cadastrados seguem os métodos de produção orgânica, de acordo com regras do governo federal. Entretanto, em caso de dúvidas, é possível facilmente descobrir se existe algum tipo de má intenção, pois todo produtor é obrigado a incluir em sua barraca o seu certificado e selos fornecidos pelo governo federal.

Este tipo de certificação leva em consideração alguns fatores de acordo com a lei 10.831, de 2003, do governo federal, que prevê três mecanismos da avaliação da conformidade deste produto:

  • O produtor deve ser ligado a uma OCS – Organização de Controle Social.
  • O produtor deve ter certificação de uma OPAC – Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade.
  • Certificação por Auditorias, onde visitas de inspeção são realizadas às propriedades onde o alimento orgânico é produzido.

Logo, estes mecanismos geram a confiabilidade que o consumidor final precisa para comprar seu alimento orgânico sem medo e com a total certeza de que o produto que está chegando até a sua casa realmente seguiu todas as normas estabelecidas pelo governo federal. Portanto, se uma barraca não fornecer estas informações, antes de comprar, peça para ver os certificados.

A falta de fomento da cultura orgânica prejudica a produção:

Segundo Marcos Melo, a carência de propaganda e marketing a respeito de produção orgânica, das feiras que acontecem não somente no Rio de Janeiro, mas também em outros lugares, poderia projetar este produtor para a sociedade: “mudando esta lógica depreciadora que leva ao mito de que os produtos orgânicos são mais caros”, ressalta.

Doações de adubo para produtores também poderiam ajudar a baratear ainda mais os custos:

 

Fotos Marcos Melo, Facebook.

No Rio de Janeiro, não existe nenhuma empresa que faça doação de adubos derivados de compostagem, por exemplo. Marcos afirma que conhece algumas poucas iniciativas em São Paulo, mas no Rio de Janeiro o que ocorre, atualmente, é a venda de esterco para compostagem e adubação, mas não que façam doações.

“Existem várias maneiras de realizar compostagem dentro da produção orgânica. A maioria dos produtores utiliza da adubação que deriva dos processos de decomposição biológica de matéria orgânica. A essa compostagem, os produtores usam de restos vegetais de capina, poda, usam folhas secas e verdes, ervas, cinzas, serragem, pó de pedra, palha, cascas e sim, sobras de alimentos como legumes e frutas. Alguns produtores enriquecem a compostagem com esterco animal, comprando ou produzindo em seus próprios sítios”, afirma Marcos.

Como funciona o controle de pragas na produção orgânica?

 

Fotos Marcos Melo, Facebook.

Já em relação ao controle de pragas, onde é proibido usar produtos químicos ou sintéticos, as técnicas para controlar pragas – que podem acabar com uma produção inteira – são realizadas de com calda de bodaleza, um dos preparados mais conhecidos dentro da produção orgânica, que é uma espécie de caldo que age como um ‘inseticida’ natural. No entanto, existem outras maneiras de evitar pragas na agricultura orgânica, mantendo o solo enriquecido e o ecossistema em equilíbrio, por exemplo.

Os biofertilizantes possuem uma ação dupla, pois ao mesmo tempo em que enriquecem o solo, também protegem as plantas contra as pragas. Marcos Melo cita os chás, maceras, infusões, pastas e plantas companheiras como outras técnicas que dispensam o uso de agrotóxico e que pode ser usada no cultivo dos produtos orgânicos.

Não mora perto destas feiras, mas quer comprar produtos orgânicos?

O Club Orgânico é uma iniciativa que visa levar até você alimentos orgânicos diretamente dos produtores. Você pode escolher os produtos que quer levar e recebe tudo sem ter que sair de casa. Além disso, você ainda estará apoiando estes produtores.

Você escolhe qual pacote assinar e recebe toda semana em casa uma cesta de alimentos orgânicos. Veja aqui como funciona: https://clubeorganico.com/

Serviço:

Circuito Carioca de Feiras Orgânicas – Essência Vital

FEIRA ORGÂNICA DO FLAMENGO, terças-feiras, das 07:00 às 13:00 – Praça José de Alencar – R. Marques de Abrantes, esquina com R. São Salvador, pertinho do Metrô do Largo do Machado.

FEIRA ORGÂNICA DE LARANJEIRAS, terças-feiras, das 07:00 às 13:00 – Praça Jardim Laranjeiras – R. General Glicério, altura do n. 224.

FEIRA ORGÂNICA DA URCA, quintas-feiras, das 07:00 às 13:00 – Praça Guilherme de Oliveira Figueiredo – Av. Pasteur, n. 458.

FEIRA ORGÂNICA DO GRAJAÚ, quintas-feiras, das 7:00 às 13:00 – Praça Edmundo Rego.

FEIRA ORGÂNICA DE BOTAFOGO, sábados, das 07:00 às 13:00 – Praça Nelson Mandela – Saída do Metrô, Rua Nelson Mandela, esquina com Rua Voluntários da Pátria.

FEIRA ORGÂNICA DA TIJUCA II, sábados, das 7:00 às 13:00 – Praça Xavier de Brito (Praça dos Cavalinhos) – Próxima à estação (final) Uruguai do Metrô.

FEIRA ORGÂNICA DO LEME, sábados, das 7:00 às 13:00 – praça Almirante Júlio de Noronha – Junto ao Forte do Leme, início da Av. Atlântica

 

Assessoria de Imprensa Minha Nutri – comercial.minhanutri@gmail.com  

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